A QUEM SE DESTINA

DESTINADO AOS APRECIADORES DOS FILMES DE FAROESTE QUE REVELARAM OS MAIORES ASTROS DE TODOS OS TEMPOS

domingo, 1 de maio de 2011

Cimarron, 1960


. Direção: Anthony Mann
. Roteiro: Arnold Schulman
. Origem: Estados Unidos
. Duração: 147 Minutos
. Cor: Colorido
Sinopse:

“Ao meio-dia de 22 de abril de 1889, parte das últimas terras virgens americanas seria entregue gratuitamente aos primeiros que a reclamassem. Eles vieram do norte, do sul e do outro lado do mar.
Em um único dia, todo o território seria colonizado. Um novo estado iria nascer. Ele foi chamado de Oklahoma”.


Sabra Cravat está recém casada com Yancey ‘Cimarron’ Cravat, que ela conhecera há apenas três meses. Cravat é um americano de espírito aventureiro. Já foi pistoleiro, comerciante de cavalos e advogado. Ambos vão participar da ‘Oklahoma Land Rush’, a corrida para reivindicar a posse de 160 hectares de terras do governo, no território de Oklahoma.

Sabra é de uma rica família de Kansas City e seus pais tentam dissuadi-la de participar da aventura, pois ela nunca teve que cozinhar, lavar ou cuidar da casa, mas ela está irredutível.

Yancey e Sabra partem para a fronteira levando duas carroças. No caminho encontram Tom Wyatt com a mulher e sete filhos. Eles vieram a pé do Missouri. Yancey, generosamente, ofereceu-se para transportá-los em suas carroças.

Cimarron, como Yancey é conhecido na região, é bem relacionado, sendo amigo de dezenas de pessoas. É um homem que conduz suas atitudes baseadas na justiça e na ética. Nunca se permite ser um mero espectador, sendo a iniciativa, talvez, sua grande virtude.

Na noite que antecede a partida para a corrida das terras, centenas de carroças estão reunidas na linha de partida. Um índio, acompanhado da mulher em um bebê, está sendo agradecido por alguns homens que querem impedi-los de participar da corrida por puro preconceito racial. O velho Sam Pegler, um editor de jornal, tenta impedir a agressão e também é atacado pelo bando. Cimarron interfere e domina dois dos agressores a socos. Sabra fica desorientada ao assistir seu marido lutando por um índio.

Sabra quer saber por que Yancey é chamado de ‘Cimarron’ e ele desconversa. Mavis Pegler, mulher de Sam, que conhece Yancey há muito tempo, responde em tom de troça: -“Ele é mau, selvagem e doido. Isto é o que a palavra significa”. Sam emenda, dizendo que Cimarron não é nenhum coelho assustado; que ele já foi jogador, pistoleiro, advogado e agora quer ser fazendeiro.

O dia da corrida chegou. É dada a partida. Homens a cavalo, em carroça, charretes e bicicletas correm para escolher o lote que melhor lhes apeteça. Tom Wyatt, que recebera uma carona de Yancey, aluga um lugar numa diligência usando o dinheiro que Yancey lhe havia dado. Conduto, ele é derrubado da diligência a algumas dezenas de metros da partida, à vista de toda sua família. Sua mulher, Sarah, desesperada, apanha uma bandeira e a crava no solo estéril, um passo depois da linha de partida.

Yancey parte a cavalo um busca de um lugar que ele há muito conhecia. Sam e Mavis Pegler partem em uma carroça. Durante a corrida, os homens que queriam impedir a participação do índio, vendo-o na carroça, atacam-no e o derrubam. Depois atacam sua mulher que perde o controle das rédeas. A carroça capota e se atravessa na frente da carroça de Sam Pegler. Sam é projetado ao solo e morre.

Yancey é seguido por Dixie Lee, uma cantora saloon e que já tivera um romance com ele. Ela tinha ouvido Yancey falar das terras que havia escolhido para reivindicar. Ela o segue de perto e quanto atravessam uma depressão num terreno arborizado, grita por Yancey pedindo socorro. Ele para a carreira para ajudá-la, mas não a encontra. Quando volta a cavalgar vê Dixie demarcando o lote de terra que ele queria. Fora vítima de um embuste.

Mavis Pegler, agora viúva, velha e sem filhos, resolva partir. Yancey, contando com a colaboração do tipógrafo Jessie, resolve editar o jornal que pertencia a Pegler. Depois que Mavis parte, Yancey quer deixar Sabra sozinha e partir à procura que Younti, o homem que provocara a morte de Pegler. Sabra mostra ser uma mulher frágil, e implora para ele não deixá-la sozinha. Yancey então propõe que voltem para casa, mas ela quer ficar.

Yancey e Sabra se instalam na cidade de Osage, que está sendo construída. Younti, o causador da morte de Pegler continua a ocasionar problemas, inclusive sendo uma má influência para Cherokee Kid, um jovem que era filho de um homem que fora empregador de Yancey, mas que havia falido. Cherokee e seus dois amigos costumam se embebedar e causar confusão na cidade. Yancey gosta do rapaz e procura ajudá-lo, inclusive oferecendo-lhe um emprego ou uma escola no Leste, para tirá-lo da má influência de Younti. Cherokee diz que é um caso perdido e volta a se juntar com seus amigos de arruaças.

Um dia, Sabra vê pela janela, que Yancey está falando com a índia cujo marido Yancey havia salvado de Younti e seus capangas. Ela pergunta do se tratava e Yancey diz que precisa resolver um probleminha para resolver e voltaria para o jantar. Apanha sua Winchester, pede para Jessie tomar conta de sua mulher e sai, sem nada dizer. Sabra abre a porta e vê Yancey armado, subindo na carroça da índia e partir.

Younti, acompanhado de alguns capangas e à vista de vários homens, enforca o índio que participara da corrida. Yancey chega a tempo de ver o corpo de índio balançando na ponta da corda e vários homens assistindo à cena, cabisbaixos, mas passivos, sem nada terem feito para salvar uma vida humana.

Yancey se dirige para a árvore para libertar o corpo e Younti saca sua pistola, falando em tom ameaçador. Yancey lhe dá as costas, engatilha a Winchester que carrega na mão direita e, com a esquerda, solta o laço. Younti aponta-lhe a pistola. Yancey vira-se e lhe dá um tiro certeiro. Depois, dispara mais uma vez para terminar o serviço. Encara os três capangas de Younti que nada fazem. Os outros homens tentam explicar sua covardia ou cumplicidade. Enquanto isso, Sabra está dando à luz seu filho, sendo assistida por Sarah Wyatt. Yancey chega em sua casa acompanhado da índia, agora viúva e de Ruby, sua filhinha. Ele as acolhe.

Tom Wyatt, aconselhado por Yancey, não aceitou a oferta de venda de sua propriedade. Yancey calculou que ninguém jogaria dinheiro fora, comprando terras inúteis como as de Wyatt, portanto, deveria haver algo escondido no subsolo. Por isso, Wyatt havia montado uma torre de prospecção de petróleo.

Cherokee Kid se transformou em assaltante de bancos e com sua quadrilha já havia matado oito pessoas. Por isso, estava sendo procurado em todo o território. Quando ele e sua quadrilha aparecem em Osage, são recebidos a tiros pela população, pois havia uma boa recompensa pelas suas capturas. Para tentar escapar, Cherokee e Wes invadem a escola de Osage e fazem a professora e várias crianças de reféns. Yancey mais uma vez mostra ser um homem de atitude e vai negociar com os assaltantes. Eles exigem que lhes sejam entregues seus cavalos e são atendidos. Wes, num ato impensado, agarra uma criança e quer fazê-la de escudo. Cherokee tenta impedi-lo e recebe um tiro na barriga. Yancey tenta tirar a arma de Wes, mas não consegue. Wes dispara a pistola e Yancey, apanhando a arma de Cherokee, o mata com um tiro.

A cidade está festejando a morte dos quadrilheiros e está cheia de repórteres que querem entrevistar Yancey. Todos querem fotografar Yancey recebendo os cheques do pagamento das recompensas, mas ninguém o encontra, pois ele está recolhido ao seu quarto. Quando Sabra lhe entrega os cheques, referentes a uma polpuda recompensa, ele os rasga e diz que não aceita dinheiro por ter matado um homem. Sabra, desconcertada, lhe pergunta: --“Então, por que entrou lá?” Ele responde: --“Pela responsabilidade. Senti-me responsável.” Sabra continua não entendendo sua atitude e lhe diz que ele não tem responsabilidade para com sua família. Que esse dinheiro poderia proporcionar uma boa educação a Cim, o filho deles. Começam, neste instante, as primeiras desavenças entre os dois.

Dixie Lee não conseguiu desenvolver seu rancho e vive em um casebre. Por isso, quer vender sua propriedade e procurou Yancey para redigir o contrato de compra e venda, visto que ele já fora advogado. Quando Yancey foi lhe entregar o contrato ela tentou reconquistá-lo, visto que eles haviam tido um romance antes de ele casar com Sabra.

Quando Ruby foi para a escola da cidade, foi rejeitada por ser índia. Yancey apela para Conselho Escolar e a petição foi negada pela totalidade dos conselheiros. Yancey diz que não irá ficar calado e o chefe do Conselho diz que se ele publicasse alguma matéria em seu jornal, só iria arranjar inimigos, inclusive, iria perder anunciantes.

Yancey recebeu a notícia que o Presidente Cleveland proclamou a abertura da Faixa Cherokee, em 16 de setembro; seriam liberados seis milhões de acres. Yancey ficou muito interessado em participar dessa nova corrida. Sabra ficou furiosa com a idéia e disse que n ão iria participar de maneira alguma dessa louca aventura. Então, Yancey resolve ir sozinho, dizendo que voltará muito em breve.

Durante sua ausência, Sabra está passando por dificuldades financeiras e vale-se da ajuda de Sol, o judeu, que agora tem uma loja de armarinhos. A pequena ausência de Yancey prolonga-se por cinco anos. Sabra não sabe onde ele se encontra e desconfia que Dixie Lee, agora dona do “Dixie Social Club”, saiba o paradeiro do marido. Descobre, por meio dela, que ele está lutando em Cuba, na Primeira Cavalaria. Dixie soube disso por Matt, amigo de Yancey.

Algum tempo após, Osage está preparada para receber seu herói de guerra, Yancey Cravat. O trem chega, mas Yancey não é encontrado, decepcionando a todos. Quando Sabre recebe a notícia que ele não aparecera, começa a chorar, sem perceber que Yancey já estava em casa.

Tom Wyatt descobre petróleo, depois de mais de cinco anos de busca. Por fim, todos os proprietários da redondeza começam a descobrir petróleo em suas terras. Surge a riqueza. Yancey também faz prospecção, mas seu poço produziu apenas um pouco de água.

Um dia, quando Sabra estava em uma recepção, oferecida pelo barão do petróleo, Tom Wyatt, em sua rica mansão, chega Yancey com a notícia que foi descoberto petróleo na reserva indígena. Yancey diz que esta nação indígena será a mais rica do mundo. Wyatt começa a gargalhar e diz que todo o petróleo encontrado na reserva lhe pertence. Wyatt oferece a Yancey uma taça de champanhe e ele a recusa, inclusive jogando o resto de bebida que tomava. A seguir, retira-se, levando Sabra.

Yancey percebera que Wyatt fizera alguma negociata desonesta com os índios, por isso, estampa na primeira página de seu jornal a manchete: WYATT ENGANA OS ÍNDIOS. Mesmo não tendo nenhuma prova e contra todos os argumentos irados de Sabra, ele e seu filho, já adulto, publicam a matéria. A repercussão do caso atinge nível nacional e a notícia é distribuída pela Associated Press. Wyatt, não podendo conter Yancey, telefona para seus poderosos amigos e diz que existe mais de uma maneira de tirar água de pedra.

Algum tempo depois, Yancey recebe um telegrama convidando-o a se apresentar em Washington, para receber a indicação de Governador do Território de Oklahoma. Sabra, apesar de continuar pobre, quer fazer parte da rica sociedade local. Também está muito preocupada com a aproximação de seu filho com Ruby, a filha da índia que eles acolheram em sua casa. Quando Yancey lhe mostra o telegrama, ela fica radiante.

Yancey recebeu a indicação com certa estranheza, desconfiando que houvesse alguma coisa por trás disso. Quando foi com Sabra para Washington, recebe um convite do Congresso para participar dos festejos de Ano Novo. Sabra está eufórica com a situação, pois isso lhe daria o status que sempre quis. Yancey, por outro lado, está desconfiado, pois ainda não está entendendo a situação. O convite fora assinado por um certo Lou Brothers, possivelmente o homem que está por trás do Comitê que o recomendou para o cargo. Por isso, ele vai se encontrar com Lou Brothers, pessoa de quem nunca ouvira falar. Lou está lhe apresentando os outros membros do comitê quando chega Tom Wyatt. Imediatamente, Yancey percebe que está reunido com os homens que controlam o petróleo de Oklahoma e que compõem o Comitê que o havia convidado para o cargo de Governador.

Yancey pressiona Wyatt, que lhe falava de “colaboração nos negócios de petróleo”. Yancey lhe pergunta: --“Sem ‘colaboração’ não haverá Governador, não é verdade?” A resposta foi afirmativa. Yancey levanta-se da poltrona e em tom um pouco jocoso, diz: --“Veremos, veremos”, e se retira, sem mais nada dizer.

Durante o baile, na festa de Ano Novo, Yancey estava dançando com Sabra, que só falava no cargo de Governador. Estava delirante com a nova situação social que se avizinhava, enquanto Yancey ia endurecendo o cenho, pois já percebera o que havia por trás de sua indicação. Então, para de dançar e comunica a Sabra que não vai aceitar o convite. Ela fica paralisada; estava casada há tantos anos com Yancey e ainda não havia compreendido que tudo que ele fazia na vida era baseado na sua ética apurada. Era um homem honesto que não se afastava de seus princípios. Sabra se enfurece, pois vêem todos à sua volta ficar cada vez mais ricos e eles não têm dinheiro nem para tirar o filho de apuros. Ainda mais furiosa, diz para ele se afastar dela; que a deixe em paz para sempre, e lhe dá as costas. Ele meneia a cabeça em tom de pena e desaprovação e se afasta,... para sempre, sem ao menos tentar explicar.

O tempo passou. Sol Levy agora é um homem rico, dono da “Levy Mercantile Company”. Sabra levou adiante o jornal e progrediu, por isso, foi procurá-lo para pedir um empréstimo de 200 mil dólares para construir a nova sede do jornal Wingwam, um prédio de oito andares.

Sabra vive solitária, pois Cim se casara com a índia Ruby e se mudara para o Oregon, onde arranjara trabalho. O ano é 1914 e o jornal Oklahoma Wingwam está completando 25 anos de fundação. Tom Wyatt, com quem ela mantém estreita amizade, contratou um famoso escultor para fazer uma estátua que represente o pioneirismo da cidade. Pensa em fazer uma estátua de Sabra e ela declina da indicação dizendo que quem mereceria uma estátua seria Yancey Cravat, um verdadeiro pioneiro. Daí ela cita as palavra da Sra. Mavis Pegler, pouco depois de sepultar o marido: --“Não vale a pena. Onde estão os meus filhos? Onde está meu homem? Não vale a pena”.

Na festa organizada para comemorar a fundação do jornal, ela encontra-se com seu filho Cim, sua nora Ruby e seus dois netos. Encontra também a Sra. Pegler, viva e saudável. No discurso que proferiu ela disse que os que têm o verdadeiro espírito de pioneiros são difíceis de encontrar e mais difícil de entendê-los, fazendo referência a Yancey.

Neste ano eclode a Grande Guerra. Yancey, que está na Inglaterra, há anos, alista-se como voluntário e escreve uma carta para Sabra, que diz:

“Minha querida Sabra,

Posso ouvi-la, agora mesmo, me acusando de procurar emoções novamente, mas estou certo que a América será forçada a entrar nisto, cedo ou tarde e eu tinha que entrar o quanto antes, e não me pergunte por que. Suponho que alguém tinha que fazer.

Durante onze anos tentei escrever esta carta para você. Enquanto penso em tudo que me deu e no pouco que lhe dei. Como um homem diz para uma para uma mulher que ama
? Desculpe-me por amá-la?
Ela recebeu a carta juntamente com um telegrama da Inglaterra que dizia: “Sua Majestade lamenta informar que seu marido morreu em combate.
 
Elenco e Biografia
Glenn Ford- Yancey Cravat
Maria Schell - Sabra Cravat
Anne Baxter- Dixie Lee
Harry Morgan - Jessie Rickey
Russ Tamblyn - The Cherokee Kid
Lili Darvas- Felicia Venable
Arthur O'Connell - Tom Wyatt
Mercedes McCambridge - Sra. Sarah Wyatt
Vic Morrow - Wes Jennings
Robert Keith - Sam Pegler
Aline MacMahon - Sra. Pegler
Charles McGraw - Bob Yountis
David Opatoshu - Sol Levy
Edgar Buchanan- Juiz Neal Hefner
Mary Wickes – Sra. Neal Hefner


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